quinta, 23 de abril de 2026
26/07/2025   12:00h - Notícias Gerais

Biocombustível impulsiona uso do milho e amplia fronteiras tecnológicas no campo

A produção brasileira de biocombustível derivado do milho cresceu de 520 milhões de litros em 2017 para 4,5 bilhões de litros em 2022, um aumento de 800% em cinco anos. Especialistas projetam que, até 2030, o etanol de milho poderá representar 40% da produção nacional de biocombustíveis, com um volume estimado em 10 bilhões de litros anuais.

 

A expansão da indústria de etanol de milho no Brasil está diretamente ligada ao avanço do melhoramento genético do cereal. Francisco Soares, presidente da Tropical Melhoramento & Genética (TMG), explica que a busca por híbridos mais eficientes tem sido estratégica para atender à demanda da indústria. "O produtor que mira esse mercado prioriza híbridos que entregam estabilidade de produção, alto teto produtivo, precocidade e bom desempenho em diferentes ambientes. Isso garante o volume necessário para a indústria sem comprometer a rentabilidade", afirma.

 

A adoção de híbridos adaptados às condições do Cerrado, principais regiões produtoras do cereal, com maior tolerância a estresses hídricos e térmicos, têm permitido o cultivo em áreas antes consideradas de menor aptidão para a cultura. Os dados da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) revelam uma concentração regional, com Mato Grosso liderando ao saltar a moagem de milho para a produção de etanol de apenas 0,23 milhões de toneladas na safra 2014/15 para impressionantes 12,5 milhões de toneladas na safra 2024/25O avanço no melhoramento genético tem garantido ao Brasil maior competitividade na produção de grãos e consequentemente de etanol de milho. 

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