O bicho-da-seda é a larva, ou lagarta, da mariposa doméstica Bombyx mori, nativa da China e que foi introduzida no mundo inteiro através de um processo de domesticação. O inseto é o produtor primário da seda, material usado na indústria têxtil, mas que deriva do casulo que o animal usa para se proteger durante o estágio de pupa.
O ciclo de vida total do bicho da seda dura por volta de 6 a 8 semanas e se inicia a partir da eclosão dos ovos da mariposa, que leva de 7 a 10 dias. Tipicamente, quanto mais quente o tempo, mais rápido o inseto completará o seu ciclo de vida. No entanto, fatores como a umidade e a exposição à luz solar também podem influenciar esse tempo.
As lagartas do bicho-da-seda produzem a seda ao formarem seus casulos. Porém, essa não é a sua única função dentro dos costumes da humanidade. De fato, algumas culturas asiáticas consomem o animal após a produção do tecido.
Na China e no Vietnã, por exemplo, os insetos são fritos para o consumo. Na Coreia do Sul, os bichos-da-seda são conhecidos como peondegi, temperados e cozidos em grandes caldeirões, comumente encontrados em mercados ao ar livre.
Existem duas motivações ambientalmente conscientes para o consumo da iguaria. Em primeiro lugar, ele faz parte de um tipo de consciência de desperdício zero, em que é um subproduto da produção da seda.
Além disso, como a maioria dos outros insetos usados na alimentação humana, o bicho-da-seda não é um grande contribuinte para as emissões de gases do efeito estufa, diferentemente de outros animais criados para consumo.
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