O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 7,3 bilhões no primeiro trimestre de 2025, uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado e de 23% frente ao último trimestre de 2024. Foi a primeira retração após 16 trimestres consecutivos de alta. A instituição atribui o resultado às novas regras contábeis do Conselho Monetário Nacional, em vigor desde janeiro, e ao aumento da inadimplência no agronegócio, setor no qual o BB é líder.
A mudança no modelo de provisões para perdas esperadas impactou diretamente o reconhecimento de receitas, fazendo com que o banco deixasse de registrar R$ 1 bilhão em juros de operações com atraso superior a 90 dias. A inadimplência geral subiu para 3,86%, influenciada por quebras de safra e pelos juros altos. Com isso, o banco anunciou que revisará suas projeções de lucro, margem financeira e custo de crédito para 2025, inicialmente estimados entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões em lucro líquido ajustado.
Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito do banco cresceu e fechou março em R$ 1,278 trilhão, alta de 1,1% no trimestre e 14,4% em 12 meses. Os maiores avanços foram registrados nas linhas para empresas, agronegócio e crédito sustentável. Já as receitas com serviços caíram 9% no trimestre, enquanto as despesas administrativas subiram 7% em um ano, mesmo com leve queda trimestral.
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