As ações do Banco do Brasil beiraram as mínimas nesta sexta-feira (1), chegando a cair mais de 7% durante uma sessão marcada por fortes perdas nos mercados globais. Lá fora, as reedições das tarifas recíprocas de Donald Trump pesaram sobre as bolsas, mas não foi isso que pesou sobre os papéis BASE3 hoje.
A notícia de que o deputado Eduardo Bolsonaro relatou que representantes dos EUA consideram que as sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, devem proibir qualquer operação financeira, inclusive em reais, puniu o Banco do Brasil e arrastou outros gigantes do setor financeiro, além de pressionar ainda mais o próprio Ibovespa. O entendimento do mercado é de que há um risco considerável de que isso possa levar o governo norte-americano a pressionar ou até punir diretamente bancos brasileiros, incluindo o BB, caso descumpram a medida.
Segundo o JP Morgan, pesou também a divulgação dos números de maio do Banco Central, indicando lucro do Banco do Brasil foi de apenas R$ 500 milhões, abaixo dos R$ 1,7 bilhão de abril e implicando uma taxa de execução de R$ 3,4 bilhões para o segundo trimestre. "Considerando que junho provavelmente será mais próximo de maio do que de abril, podemos ver lucros contábeis tão baixos quanto R$ 2,8 bilhões a R$ 3,0 bilhões ou uma perda de mais de 30% no lucro por ação (LPA) para o trimestre", as ações já caíram 6% no intraday, provavelmente precificando parte deste resultado pior do que o esperado", diz o JP Morgan em relatório.
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