O Banco Central manteve a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 1,6% para 2026, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (26). Apesar da estabilidade na estimativa, a autarquia alertou para incertezas globais, especialmente os conflitos no Oriente Médio, que podem gerar choques de oferta e impactar negativamente a atividade econômica.
A inflação, medida pelo IPCA, deve encerrar o ano em 3,6%, pressionada pela alta nos preços do petróleo. Embora o índice esteja dentro da meta, o BC elevou para 30% a probabilidade de estouro do teto (4,5%). A expectativa é que o indicador retome uma trajetória de queda apenas a partir de 2027, aproximando-se da meta central de 3% nos anos seguintes.
No setor financeiro, o relatório aponta uma leve melhora na oferta de crédito, com expansão projetada de 9%, e uma redução no déficit das contas externas para US$ 58 bilhões. O cenário doméstico segue apoiado pelo mercado de trabalho aquecido e por medidas de estímulo à renda, como o aumento do salário mínimo e novas isenções no Imposto de Renda.
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