Um projeto inovador e relevante para o crescimento e valorização dos produtores ribeirinhos, vai beneficiar, por ano, cerca de 5 mil famílias que vivem nas comunidades do interior do estado do Amazonas. Trata-se da primeira balsa-fábrica do mundo abastecida por meio da energia solar.
O projeto é idealizado pela empresa gaúcha, Transportes Bertolini, que construiu uma balsa-fábrica sustentável para produzir frutos regionais, de forma inovadora, no estado.
A primeira viagem aconteceu no final do mês de maio, e teve como destino o município de Coari, distante 363 km de Manaus.
Ao ON Jornal, Luís Felipe Bertolini, trainee comercial e de marketing da empresa Bertolini, dá detalhes sobre como funcionará a fábrica que promete revolucionar o mercado da sustentabilidade no Amazonas. Confira.
ON Jornal – Como se deu a entrada do Grupo Bertolini nesse marcado inovador?
Luis Felipe Bertolini- A ideia surgiu depois que o presidente da empresa fez uma viagem para uma área de proteção ambiental que ele possui, e dentro dessa área tem comunidade, onde ele viu a dificuldade das comunidades de levar seus produtos dos plantios até as indústrias.
Aí ele teve essa iniciativa de construir uma fábrica encima de uma balsa. Ou seja, ao invés do ribeirinho levar o produto até a fábrica, a fábrica vai até o ribeirinho, tornando o trabalho muito melhor pra eles e pra economia.
ON Jornal – Qual objetivo do projeto? Qual a capacidade de produção?
Luis Felipe Bertolini- O objetivo é muito mais institucional do que qualquer coisa. O que queremos é de fato, levar o desenvolvimento regional de forma sustentável e retornar o carinho que nós temos recebido desse estado desde de o dia que chegamos a aqui. A empresa Bertolini é muito grata ao estado do Amazonas.
A nossa capacidade de produção é de 20 toneladas de fruto por dia, e dessas 20, resultarão em 12 toneladas de polpa de açaí. Nós temos também uma capacidade de estoque, dentro da fábrica, de 300 toneladas. São 3 câmaras frigoríficas, cada uma com 100 toneladas, tendo no total 300.
ON Jornal – Como foi a viagem inaugural para Coari, por que foi escolhido o primeiro destino?
Luis Felipe Bertolini- Sobre a viagem inaugural, atualmente, está sendo extraordinário. A comunidade da região de Coari, está recebendo a gente muito bem. Eles estão empolgados e curiosos pra saber como vai ser esse novo marco na economia sustentável. Nossa estrutura é algo único no mundo.
ON Jornal – Sobre a sustentabilidade, como a balsa contribui para o equilíbrio ambiental da região?
Luis Felipe Bertolini- A sustentabilidade na nossa balsa é muito forte. Eu digo isso por que nos preocupamos muito com isso. Temos dois filtros israelenses na fábrica, que são os mesmo que a ONU usa em áreas remotas da África.
Podemos retirar essa água do rio, torna-la alcalina, e depois torna-la potável com capacidade surpreendente. Essa água é usada tanto para a produção quanto para o sustenta da fábrica.
Após da utilização, usamos o sistema de tratamento de afluentes para devolver essa água muito mais limpa do que quando retiramos do rio.
Outra característica da balsa, se refere a todos os resíduos sólidos da produção. Todo caroço de açaí irá direto para a caldeira para ser queimado. Conseguimos queimar 100% do resíduo, de forma totalmente sustentável, reutilizando as cinzas e sobras.
E fora que claro, nossa energia solar, que são 685 painéis solares, que captam a energia do sol e jogam para um sistema de baterias B-Box, que é o maior projeto de baterias do mundo.
ON Jornal – Quantos empregos o modelo irá criar? Os ribeirinhos serão protagonistas de que forma?
Luis Felipe Bertolini – Sobre os empregos, nós temos 20 funcionários dentro da balsa. Porém, durante as viagens nós vamos empregar entorno de 50 ribeirinhos. Eles ficarão em funções básicas, que não necessita de especialização, para que eles também façam parte desse projeto. Nós vamos contratá-los no momento que tivermos nas comunidades.
ON Jornal – Haverá outras balsas-fábricas de outros produtos e modelos futuramente?
Luis Felipe Bertolini – Sim, nós temos em mente fazer mais duas balsas. Estamos fazendo pesquisas para analisar outras possibilidades de materias primas para gente impulsionar a economia do estado. Estamos pensando em outros modelos para crescer, outro tipo de fruta que dê pra gente investir bem.
ON Jornal – O que o Amazonas pode esperar do Grupo Bertolini daqui pra frente?
Luis Felipe Bertolini – O Amazonas pode esperar o melhor das empresas Bertolini. Temos ótimas intenções para com o povo amazonense, em relação ao desenvolvimento, empregabilidade e sustentabilidade.
O estado sempre nos acolheu bem e a gente pretende, a todo instante, retribuir todo esse carinho. Mais investimos, inovação e avanços, virão, com toda certeza.
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