A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,342 bilhões em janeiro de 2026, o segundo melhor resultado para o mês na história. O desempenho foi impulsionado principalmente por uma queda acentuada de 9,8% nas importações, que compensou a leve redução de 1% nas exportações. O saldo positivo representa um crescimento de 85,8% em comparação ao mesmo período de 2025, ficando atrás apenas do recorde de janeiro de 2024.
A queda nas exportações foi puxada por recuos nos setores de indústria extrativa e transformação, com destaque para a diminuição nas vendas de petróleo, minério de ferro e açúcar. Já a redução nas importações refletiu a queda nas compras de petróleo e gás, além de uma desaceleração nos investimentos em máquinas e motores, indicando um ritmo econômico mais contido.
Para o fechamento de 2026, o governo projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, previsão mais otimista do que a do mercado financeiro, que estima um saldo de US$ 67,65 bilhões. As exportações totais devem alcançar até US$ 380 bilhões ao longo do ano. O Ministério do Desenvolvimento (Mdic) atualizará essas projeções em abril, monitorando fatores como a manutenção de plataformas de petróleo e o cenário do comércio global.
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