Com a chegada da Páscoa, o bacalhau volta a ocupar lugar de destaque nas mesas brasileiras. A cidade de Ålesund, no litoral da Noruega, é considerada a capital mundial do peixe e concentra a maior produção do bacalhau do tipo Gadus morhua, com processos que unem tradição centenária e alta tecnologia. Atualmente, 90% da produção norueguesa vem da região, responsável por cerca de 27% do mercado global.
A pesca norueguesa, antes feita de forma artesanal, hoje utiliza sonares, navios com sistemas frigoríficos e processamento completo a bordo. O bacalhau é salgado, seco e exportado em partes para diversos países, incluindo o Brasil, que em 2024 importou mais de 3,5 mil toneladas. Toda a cadeia produtiva, da pesca à embalagem, segue normas rígidas de sustentabilidade para evitar a sobrepesca.
O custo elevado do peixe reflete a complexidade do processo produtivo e a redução das cotas de pesca. Em mercados brasileiros, o preço do quilo pode ultrapassar R$ 200, chegando a R$ 400 nas partes mais nobres. Segundo especialistas noruegueses, a alta demanda e a limitação natural da oferta explicam por que o bacalhau continua sendo um item valioso e quase simbólico nas ceias de Páscoa no Brasil.
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