O governo da Áustria anunciou o início de um programa de repatriamento e deportação de refugiados sírios, após suspender os pedidos de asilo. A medida é motivada pela queda do regime de Bashar al-Assad e pela possibilidade de retorno de milhões de refugiados ao país. O programa dará prioridade a pessoas envolvidas em atividades criminosas, aquelas que não se adaptam aos valores culturais austríacos e os que dependem apenas de benefícios sociais.
Essa decisão foi seguida por outros países europeus, como Alemanha, França, Reino Unido e Suécia. No entanto, a ONU pediu cautela, destacando a incerteza sobre a situação na Síria e a hesitação de muitos refugiados em retornar, dada a instabilidade ainda presente no país. A organização enfatizou a importância de monitorar de perto o processo de repatriamento.
Atualmente, cerca de 95.000 sírios vivem na Áustria, muitos deles chegaram durante a crise migratória de 2015-2016. A guerra civil síria, que começou em 2011, resultou na fuga de aproximadamente 14 milhões de sírios, criando uma das maiores crises de refugiados da história recente.
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