O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, pediu desculpas à comunidade judaica nesta segunda-feira (22), um dia após ser vaiado durante um ato em homenagem às 15 vítimas do ataque ocorrido na praia de Bondi, em Sydney. O evento marcou uma semana do atentado, considerado um dos mais letais do país em quase três décadas e ocorrido durante uma celebração judaica do Hanukkah.
Em declaração a jornalistas, Albanese afirmou sentir o peso da responsabilidade pelo ocorrido enquanto ocupa o cargo de primeiro-ministro e disse compreender que parte da indignação da comunidade judaica esteja direcionada a ele. O premiê pediu união nacional e garantiu que o governo trabalhará diariamente para proteger os judeus australianos, assegurando o direito de viverem com segurança, praticarem sua fé e participarem plenamente da sociedade.
Albanese enfrenta críticas por supostamente não ter adotado medidas suficientes para conter o crescimento do antissemitismo no país e pela condução inicial da resposta ao ataque. Logo após o episódio, o governo anunciou um pacote para endurecer as leis de controle de armas, mas só dias depois apresentou propostas específicas para combater o discurso de ódio e o antissemitismo, o que intensificou a pressão política sobre o premiê.
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