Monday, 08 de June de 2026
27/09/2022   17:11h - Educação

Aumenta número de negros em medicina na USP

Apesar de pública, a USP não reflete a realidade de escolas públicas, que reúne mais alunos negros e pobres. Dados da universidade, apontam que o número de estudantes negros no curso de medicina aumentou nos últimos cinco anos, mas brancos ainda são a maioria. Em 2018, a USP recebeu 303 alunos negros contra 1.362 brancos nas faculdades de medicina —são dois campi: um em São Paulo e outro em Ribeirão Preto. Neste ano, foram 512 novos estudantes que se autodeclararam pardos ou pretos e 1.560 brancos.

 

A partir do vestibular de 2018, a universidade passou a adotar o sistema de cotas sociais —para quem veio de escola pública— e raciais, tendo sido uma das últimas universidades do país a aderir ao sistema.

 

Em 2021, a expulsão de seis fraudadores do sistema de cotas estimulou a USP a criar uma comissão para verificar a autodeclaração dos estudantes. A banca estará em funcionamento na Fuvest deste ano. Para chegar até o ensino superior, estudantes pretos e pardos têm mais dificuldades do que alunos brancos. Dados da Pnad Contínua da Educação 2019 mostraram que dos 10 milhões de jovens entre 14 e 29 anos que abandonaram a escola, 71,7% são negros.

 

 

 

  

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