Um acordo aprovado pelo Parlamento pede que não sejam exibidas suas imagens nem se prestem homenagens no sistema público
Segundo a informação revelada pelos Estados Unidos 40 anos depois do assassinato de 1976, Pinochet foi quem ordenou a criação de um comando que cometesse o atentado contra Letelier, um político incômodo para a ditadura por suas constantes denúncias em Washington contra o regime autoritário de Santiago. “Uma revisão de nossos arquivos sobre o assassinato de Letelier nos ofereceu o que consideramos provas convincentes de que Pinochet determinou que seu chefe de inteligência perpetrasse o assassinato”, destaca o relatório da CIA fechado em 1 de maio de 1987, e redigido durante o Governo de Ronald Reagan.
O acordo dos deputados chilenos também se refere ao papel cumprido pelos tribunais da ditadura, que impediram que o chefe da polícia secreta de Pinochet, Manual Contreras, fosse finalmente extraditado para os Estados Unidos, como pretendia Washington. O texto destaca que o ex-presidente da Suprema Corte Israel Bórquez e todos os ministros do mais alto tribunal do país que vieram depois e impediram a extradição são “uma vergonha nacional”. “Deixaram de cumprir seus deveres de forma muito grave”, afirma o texto do Congresso.
Desde a chegada da democracia em 1990, a Câmara não emitia um pronunciamento deste tipo em relação a Pinochet que, depois de deixar o Governo e abandonar a direção das Forças Armadas, em 1998 se tornou senador vitalício da Câmara Alta.
Fonte: El País/ wikipédia
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