O Ministério Público Federal (MPF) articulou um acordo extrajudicial entre o Distrito Sanitário Especial Índigena (Dsei) do Vale do Javari e a prefeitura de Tabatinga, no interior do Amazonas, para minimizar os riscos de contaminação sanitária dos indígenas de recente contato da região. O acordo tem o objetivo de garantir que esses povos tenham prioridade no atendimento da rede municipal de saúde.
Os povos indígenas de recente contato são aqueles grupos que mantêm interações limitadas e descontínuas com segmentos da sociedade. Por esse motivo, a ausência de prioridade no atendimento a esse grupo é um fator de vulnerabilidade à sua saúde, por estarem mais tempo que o necessário expostos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou outros estabelecimentos de saúde municipais.
Essa era a situação na Casa de Apoio ao Indígena (Capai) vinculada ao Dsei do Vale do Javari. Durante visita, o MPF constatou que indígenas em trânsito por Tabatinga ficavam em longas filas de espera na rede municipal de saúde, deixando-os expostos por mais tempo que o necessário em unidades de saúde.
Após a apuração dos fatos, o MPF articulou contato direto entre o Dsei e a Secretaria Municipal de Saúde para que definir melhorias no fluxo de assistência e cooperação. Dessa forma, o Dsei e a Secretaria Municipal de Saúde do município decidiram que o atendimento ambulatorial aos indígenas terá prioridade na Unidade Básica de Saúde Ibirapuera.
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