Para entender melhor o que se passa na cabeça de um assassino, o ONJornal entrevista a psicóloga Maiene Martins que explica:
“muitas crianças e adolescentes sofrem bullying, ou cyberbullying, e acabam por reprimir esses sentimentos e se não conseguirem ser tratados ou serem resilientes podem manifestar isso por meio de seus comportamentos, e no ambiente em que passam a maior parte do tempo como por exemplo no ambiente acadêmico, familiar e até profissional (em alguns casos).”
Mas o bullying por si só não é o motivo, mas sim um instigador, muitas vezes tais alunos sobrem de algum transtorno psicológico ou transtorno de personalidade (transtorno de conduta, esquizofrenia, psicopatia, sociopatia etc) ou podem ter um surto psicótico, e a situação de Bullying pode ser um gatilho para que esses transtornos sejam manifestos, em outros casos são pessoas que vivem em ambientes familiares e sociais conturbados, agressivos ou que sofreram abusos, e até podem utilizar substâncias ilícitas ou conviver com pessoas usuárias.
Segundo a psicóloga, “não existe um perfil exato de assassino, mas os professores e responsáveis devem ficar atentos a alunos que ficam isolados, tem forte fixação e interesse por armas, jogos, filmes, mídias violentas, fazem postagem de conteúdo agressivo, de ataques ou depressivos, suicidas etc.
E ficar atento a seu histórico de vida se vem de ambiente familiar conturbado, agressivo, se já sofreu ou sofre algum tipo de abuso, bullying, violência, se possui algum tipo de transtorno ou utiliza alguma substância psicoativa ou faça ameaças a colegas e profissionais.”
“Familiares devem acompanhar a vida acadêmica dos filhos de perto, dar a devida atenção as queixas relatadas pelos professores, buscar acompanhar os menores bem como seus amigos, suas redes sociais, mídias, seus interesses, conteúdos que estes consomem, quando suspeitarem que seus filhos estão passando por algum problema psicológico ou envolvendo outras pessoas que podem gerar gatilhos buscar ajuda médica ou psicológica, serem empáticos com seus filhos, buscar ouvi-los sem julgamento, compreende-los mas sem deixar de corrigir de forma saudável suas crianças e adolescentes.
E a escola deve ficar atenta a alunos que tem histórico famílias conturbado, de agressividade, abuso, ou alunos que passaram a ser mais isolados e ter fixação por armas ou conteúdos de violência e principalmente promover debates acerca da saúde mental”, diz Maiene.
Redação por Yuri Andrade.
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