A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) rejeitou que exista uma prática generalizada de recurso à Inteligência Artificial (IA) para tradução de livros, como denunciado numa carta aberta, admitindo apenas casos isolados que não definem a prática comum.
A reação da APEL surge na sequência de uma carta aberta assinada por mais de 60 tradutores, escritores, editores e livreiros portugueses, que denunciam o uso de ferramentas de IA em traduções, urgindo medidas de regulação em defesa das obras e dos profissionais.
"A APEL não tem informação de que, e citando a carta, 'A tradução de livros feita essencialmente com recurso a programas de Inteligência Artificial (ChatGPT, DeepL) tem sido uma prática cada vez mais utilizada no mercado editorial português'", disse o presidente da associação à Lusa, em respostas por escrito.
O presidente da APEL, como membro do comité executivo da Associação Internacional de Editores (IPA, na sigla em inglês), e a APEL como associada da IPA, "assinou e apoiou uma declaração conjunta sobre este tema e sobre o uso de sistemas abertos", na qual "é clara a necessidade de regular o uso de sistemas abertos como o ChatGPT.
Para o representante dos editores e livreiros, essa é uma situação que "tem de mudar e é necessária regulação urgente para resolver esta questão que é premente, ilegal e grave".
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