Direito à educação, inclusão social e respeito. Essas foram as principais reivindicações defendidas pela Associação dos Surdos de Manaus (Aman) durante Cessão de Tempo n semana passada, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), teve o intuito de dar espaço aos pedidos da comunidade surda, que clama pelo início das obras da escola adaptada Augusto Carneiro e a garantia de acessibilidade, bem como reconhecimento da sociedade.
Um dos principais apelos da associação é pela construção da Escola Estadual Augusto Carneiro dos Santos, no Centro de Manaus, desativada desde 2016 e que atualmente funciona num anexo na Escola Estadual Diofanto Vieira Monteiro, na Manaus Moderna, com capacidade reduzida. Em 2019, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) apresentou um projeto para construir a primeira escola bilíngue de Libras da região Norte, mas as obras nunca iniciaram. No local proposto pelo Executivo, ainda impera um matagal.
De acordo com o professor de Libras, Raimundo Macedo, a comunidade surda já espera por uma escola própria desde 1982, quando surgiu a escola Augusto Carneiro em locais improvisados.
Outra dificuldade encontrada pela comunidade surda é a ausência de intérpretes em espaços públicos como hospitais e escolas. Para o vice-presidente da Asman, Caio Felipe, é preciso que seja garantida a presença dos tradutores nesses locais, para facilitar a comunicação dos surdos e garantir a qualidade de vida do segmento.
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