A jornada de Ezio Auditore é uma das raras trilogias que respeitam o tempo biológico e a evolução emocional de seu protagonista. Se na parte 1 dessa nossa viagem pela maior franquia da Ubisoft exploramos as raízes filosóficas do Credo com Altaïr, e na parte 2 testemunhamos o amadurecimento de Ezio, Assassin’s Creed: Brotherhood representa o ápice dessa jornada. Aqui vemos e vivenciamos como Ezio se transforma no maior mestre do Credo até o momento.
O início se dá exatamente onde seu antecessor terminou, forçando o jogador a lidar com as consequências imediatas de ter poupado Rodrigo Borgia. Essa continuidade serve para mostrar que a vingança pessoal de Ezio, iniciada anos antes em Florença, tornou-se algo muito maior: a luta para resgatar a alma da Itália.
A aventura agora foca na imersão total em uma única e monumental localidade: Roma. A grande e principal diferença aqui para os títulos anteriores é que o objetivo final não é apenas eliminar os nomes de uma lista; será preciso ocupar o lugar do inimigo e reconstruir o que foi devastado. Roma funciona como uma expansão de Monteriggioni, onde o Credo deixa de ser uma promessa de justiça individual para se tornar uma estrutura de governo e de resistência.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.