As Amazonas de Carvajal, descritas por Frei Gaspar de Carvajal em 1542, eram mulheres guerreiras indígenas do rio Amazonas, relatadas como altas, claras e nuas, que combateram os espanhóis na expedição de Francisco de Orellana. Carvajal afirmou ter visto 10 ou 12 delas liderando índios tributários, o que motivou o nome "Rio das Amazonas".
Orellana descreveu-as como mulheres altas, que andavam nuas e portavam apenas com arco e flecha, habitavam casas de pedra e acumulavam metais preciosos. As Icamiabas foram vistas pela esquadra de Orellana em 1542, quando os espanhóis passavam pelo Espelho da Lua, região da atual cidade de Nhamundá, no Amazonas. Por conta de Orellana e o batismo do rio de Amazonas, com a divisão do Grão-Pará, a parte ocidental recebeu o nome de Amazonas em 1850. Muitos historiadores associam a descrição feita pelos espanhóis como uma confusão fisiológica e sendo moldada nas lendas e visões eurocêntricas dos povos nativos das Américas.
Segundo a obra Nuevo descubrimiento del gran rio de las Amazonas, do padre espanhol Pedro Cristóbal de Acuña, que formou parte da expedição do explorador português Pedro Teixeira à Amazônia na década de 1630, seus amantes são os homens da tribo dos guacarás. As meninas nascidas destas uniões permaneciam junto às amazonas, enquanto que os meninos eram, talvez, entregues aos pais na festa do ano seguinte, mas Acuña acredita mais que elas os matavam.
Toma este rio o nome dos primeiros índios, que sustenta na sua boca, aos quais seguem-se os apautos, que falam a língua geral do Brasil: além destes estão situados os taguaús, e os últimos, que são os que comunicam e comerciam com as amazonas, são os guacarás. Têm estas mulheres varonis o seu estabelecimento principal entre as grandes montanhas e eminentes cerros, dos quais o que mais se distingue entre os outros, e que é mais combatido dos ventos, mostrando-se consequentemente sempre escalvado e sem erva, se chama Iacamiaba. Conservam as filhas, que nascem destes ajuntamentos e as criam entre si com desvelo, por serem as que hão de levar avante o valor e costumes da sua nação, porém a respeito do que praticam com os filhos varões não há a mesma certeza: um índio que, sendo ainda pequeno, havia ido com seu pai a estas entradas, afirmou que os entregam a seus pais, quando no seguinte ano vão ás suas terras.
Mas o mais certo, por ser o que mais vulgarmente se diz, é que logo que os reconhecem por varões os matam. O tempo descobrirá a verdade. E, se estas são as amazonas famigeradas entre os historiadores, grandes tesouros encerram na sua província para enriquecer a todo o mundo. Está à boca do rio que povoam as amazonas, em seis graus e meio de latitude".
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