O dia 6 de janeiro de 1897 ficará marcado para sempre na história como o dia em que Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti, nascia no Rio de Janeiro. O artista precoce e um dos maiores defensores da brasilidade na história revolucionou a arte no Brasil. Di Cavalcanti atuou em muitos palcos profissionais em sua vida, seja como pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, jornalista, escritor e cenógrafo, o artista possui muitas curiosidades sobre a sua trajetória.
Filho de pais pernambucanos, Di Cavalcanti iniciou na arte aos 11 anos. Na sua juventude, ainda aos 17 anos, Di Cavalcanti começou a trabalhar como ilustrador caricaturista, na revista Fon-Fon, onde publicou seu primeiro trabalho. Em 1917, três anos depois, mudou-se para São Paulo e por lá realizou sua primeira exposição individual, quando trabalhou para a revista “O Pirralho”. Nesta mesma época, Anita Malfati, Oswald de Andrade e outros artistas se juntaram a Cavalcanti. Juntos eles idealizaram e criaram a tão famosa “Semana de Arte Moderna”, em 1922. Neste grandioso evento, Di Cavalcanti expôs 12 obras autorais.
Porém, nem tudo foi um mar de rosas. Di Cavalcanti chegou a sofrer perseguição política em 1928. Filiado ao Partido Comunista do Brasil, o artista foi preso durante a Revolução Paulista. Brilhante como sempre, Di Cavalcanti publicou no ano seguinte o álbum “A Realidade Brasileira”, onde satirizava o militarismo. Exaltando sempre o papel social da arte, Di Cavalcanti retornou ao Brasil em 1940, onde 10 anos depois atingiu seu ápice, tornando-se um dos artistas mais mais valiosos em leilões no mundo inteiro. A trajetória de Di Cavalcanti encerrou-se em 1976, falecendo no Rio de Janeiro.
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