A capital argentina viveu uma série de protestos organizados por sindicatos, profissionais da saúde, aposentados e movimentos sociais, em oposição às medidas de austeridade implementadas pelo governo de Javier Milei. As manifestações ocorreram de forma pacífica em diversos pontos de Buenos Aires, apesar da presença ostensiva das forças de segurança.
Os atos tiveram como foco principal o Congresso Nacional, o Ministério da Desregulamentação e Transformação do Estado e o Hospital Infantil Dr. Garrahan. Também houve uma vigília na Ponte Pueyrredón, em memória aos 23 anos do chamado Massacre de Avellaneda, episódio que marcou a repressão a manifestações populares no país.
Mais de 70 sindicatos se uniram em uma frente comum, marchando em direção ao ministério chefiado por Federico Sturzenegger, apontado como um dos principais articuladores da política de corte de gastos do governo. Entre as organizações presentes estavam as federações de transporte, a Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA), a CTA Autônoma e entidades representativas de trabalhadores do setor petrolífero e agrícola. Em comunicado, a Confederação Argentina de Trabalhadores do Transporte conclamou a população a resistir. "Esta Frente de Luta pela Soberania, Trabalho Decente e Salários Justos convoca todos os setores da sociedade a pôr fim a esse abuso e fazer ressoar a voz mais gloriosa do nosso povo: a voz dos trabalhadores", afirmou a entidade.
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