Frente a uma crise no abastecimento de energia fruto de temperaturas mais baixas do que o usual nas últimas semanas deste outono e após cortes no setor industrial, a Argentina recorreu à Petrobras para suprir sua crescente demanda de gás natural.
Desembarcou nesta semana, no porto de Escobar, na região do rio Paraná, uma carga de 44 mil metros cúbicos de GNL comprados da estatal brasileira que devem ajudar o país a suprir o pico da demanda até o final desta semana, quando cargas de outros países que já estavam programadas estão previstas para chegar. O porta-voz da Casa Rosada, disse que a situação deve começar a ser normalizada graças ao gás que chega do Brasil.
O estresse energético no país, acelerado pela massa de ar polar que chegou nos últimos dias e fez as temperaturas caírem, antecipando um inverno mais rigoroso, levou um comitê de emergência a anunciar cortes no fornecimento para indústria e para estações de gás natural comprimido de modo a priorizar a demanda doméstica dos argentinos.
Segundo a Secretaria de Energia, há um consumo excepcionalmente alto na demanda doméstica de gás natural, em um salto de 45 milhões de metros cúbicos por dia para 70 milhões. O gás da Petrobras ajudaria a suprir a demanda de áreas como a Grande Buenos Aires, além das províncias próximas de Santa Fé e Córdoba.
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