O Brasil registrou 12,7 milhões de hectares queimados em 2025, uma redução de 31% em relação à média histórica e quase a metade do total registrado no ano anterior. O relatório do MapBiomas destaca que a queda na Amazônia foi o principal fator para a diminuição global, atingindo a menor marca dos últimos 41 anos (3,1 milhões de hectares). Apesar da melhora, a Amazônia e o Cerrado continuam sendo os biomas mais afetados, respondendo juntos por 86% das queimadas no país desde 1985.
O estudo apontou ainda que 64% das áreas queimadas no país sofreram reincidência de fogo ao longo da série histórica. Na Amazônia, o curto intervalo de retorno das queimadas compromete a recuperação da floresta, como alertou o pesquisador Luiz Felipe Martenexen ao explicar que a frequência reduz a regeneração e aumenta o risco de episódios "mais intensos e degradantes", tornando a vegetação "cada vez mais vulnerável ao fogo".
Em termos territoriais, mais de 70% da área queimada acumulada no Brasil ocorreu em vegetação nativa, com destaque para os estados de Mato Grosso, Pará e Maranhão, que juntos concentram 47% do histórico nacional. A coordenadora do estudo, Ane Alencar, enfatizou a importância de monitorar esses indicadores para "definir prioridades, orientar ações preventivas e implementar, de forma mais eficiente, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo".
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