Após um período de adaptação em Petrolina (PE), as 41 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) vindas de um criadouro na Alemanha foram transferidas para o Refúgio de Vida Silvestre da Arararinha-Azul, em Curaçá (BA). As aves, consideradas extintas na natureza desde a década de 1990, fazem parte de um esforço internacional de repatriação e conservação da espécie. A operação, coordenada pelo Ibama, com apoio do ICMBio e da Polícia Federal, busca fortalecer a população em território nacional, que agora soma 119 indivíduos, incluindo as que vivem em zoológicos e na natureza.
A chegada das novas ararinhas é um passo fundamental para o programa de reintrodução da espécie. De acordo com a diretora de Biodiversidade do Ibama, Lívia Martins, a previsão é de que 20 aves sejam soltas em 2025. A estratégia de liberação gradual dos animais criados em cativeiro visa garantir que a população selvagem tenha condições de se restabelecer de forma sustentável. "A continuidade e o crescimento do programa dependem da importação de mais indivíduos", afirma Lívia.
O programa de reintrodução conta com a parceria de criadores nacionais e internacionais. Desde 2020, 52 ararinhas-azuis foram repatriadas, e parte delas já está em vida livre. Como órgão responsável pela autorização da importação e repatriação desses animais sob a Convenção Cites, o Ibama acompanha todo o processo de transporte, adaptação e soltura. A expectativa é que, com novas iniciativas, a espécie volte a ocupar seu habitat natural no sertão baiano de forma definitiva.
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