A arara-azul-grande voltou a integrar a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, após 12 anos fora da relação oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A atualização substitui o levantamento anterior e baseia-se em estudos do ICMBio, que apontam um agravamento no estado de conservação da ave, agora classificada como “Vulnerável”. Outros animais conhecidos, como o bugio-preto e o tamanduaí, também foram reinseridos devido ao aumento dos riscos à sua sobrevivência.
No total, a nova portaria reúne 789 espécies ameaçadas de extinção, divididas entre as categorias “Vulnerável”, “Em Perigo” e “Criticamente em Perigo”, esta última incluindo 25 animais considerados possivelmente extintos. O grupo dos invertebrados terrestres lidera o ranking de risco com 264 registros, seguido de perto pelas aves, com 242. O relatório manteve o mutum-do-nordeste como a única espécie oficialmente “Extinta na Natureza”, sobrevivendo apenas em cativeiro.
Por outro lado, o balanço registrou a estabilidade de nove espécies totalmente extintas e trouxe um dado positivo: cerca de 150 animais deixaram a lista de risco. Segundo o ministério, essa saída ocorreu graças ao avanço do conhecimento científico, revisões na classificação dos animais e, em alguns casos, à real melhoria no estado de conservação das populações na natureza devido a ações de preservação.
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