Sob as espessas camadas de gelo da Antártida há uma cadeia de vulcões, muitos ainda adormecidos ou ocultos pela neve. Embora a maioria esteja inativa, alguns cientistas alertam que o rápido derretimento do gelo causado pelas mudanças climáticas pode reativar esses gigantes geológicos.
A última grande fase de degelo do planeta aconteceu entre 12 mil e 7 mil anos atrás, ao fim da era glacial mais recente. Durante esse período, a atividade vulcânica em áreas terrestres aumentou até seis vezes mais que o normal. A explicação está na redução da pressão sobre o manto da Terra, facilitando a subida do magma e provocando erupções.
Vulcões inativos sob o gelo da Antártida podem despertar com o aquecimento global. No passado, o degelo reduziu a pressão e aumentou as erupções no planeta. O rápido derretimento atual pode provocar novas atividades vulcânicas no continente;
Erupções sob o gelo aceleram o processo e ajudam a aquecer ainda mais o clima. Cientistas alertam para riscos, mas não conseguem prever precisamente as consequências.
Hoje em dia, com o aquecimento global impulsionado por atividades humanas, a Antártida dá sinais de que pode repetir esse cenário. O continente tem enfrentado ondas de calor e perdas expressivas de gelo, o que levanta a possibilidade de um novo aumento na atividade vulcânica.
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