O Peru vive um novo momento de instabilidade política após o candidato de esquerda Roberto Sánchez afirmar que não reconhecerá o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A declaração foi feita ontem (23), enquanto a candidata conservadora Keiko Fujimori mantém uma vantagem mínima na apuração, com 50,11% dos votos contra 49,89% do adversário.
Em entrevista à imprensa, Sánchez alegou que houve fraude e manipulação no processo eleitoral, especialmente nos votos registrados por peruanos residentes no exterior, que favoreceram Fujimori na reta final da contagem. O candidato também acusou a autoridade eleitoral do país, a ONPE, de irregularidades e afirmou que não reconhecerá um eventual governo de sua adversária. Além disso, convocou apoiadores para novas manifestações nas ruas nos próximos dias.
A disputa é considerada uma das mais equilibradas da história recente do Peru. Sánchez chegou a liderar a apuração inicial com vantagem nas regiões rurais, mas viu Fujimori assumir a dianteira à medida que os votos do exterior foram contabilizados. Com 99,72% das urnas apuradas e a revisão de votos contestados ainda em andamento, o impasse aumenta o risco de uma prolongada crise política no país, enquanto as autoridades trabalham para concluir o resultado oficial da eleição.
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