O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu ontem (2) que parceiros internacionais interrompam imediatamente as relações consideradas “como de costume” com o governo da Nicarágua. Segundo Rubio, Washington continua comprometido em combater as violações de direitos humanos atribuídas ao governo nicaraguense.
A declaração ocorreu após a Assembleia Nacional da Nicarágua aprovar, na terça-feira (1º), uma reforma constitucional apoiada pelo presidente Daniel Ortega e pela copresidente Rosario Murillo. A mudança restringe a participação de opositores nas eleições e amplia de seis para sete anos o mandato presidencial e de outras autoridades eleitas.
A reforma ainda precisa ser ratificada em uma segunda legislatura, prevista para janeiro de 2027. A medida provocou críticas de países da região e de organizações internacionais, que apontam riscos à democracia e aos direitos políticos no país.
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