quinta, 23 de abril de 2026
05/08/2025   15:20h - Meio Ambiente

Após denúncia do MPF, mineradora interrompe extração ilegal de diamantes no Amazonas

Caso seja sancionado, o projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, aprovado pela Câmara dos Deputados, permitirá que obras como portos, ferrovias, rodovias, projetos minerários, parques eólicos, termelétricas, usinas hidrelétricas e linhas de transmissão sejam instaladas no entorno de Terras Indígenas (TIs) não homologadas do país sem consulta à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Das 792 terras reconhecidas pela Funai no Brasil, 289 (36%) ainda não foram homologadas, sendo 121 delas na Amazônia Legal, o equivalente a 26% das TIs da região, revela levantamento da InfoAmazonia. 



O texto também reduz a área de influência direta dos empreendimentos, conhecida por zona de impacto, no caso de terras indígenas homologadas e com restrição de uso para isolados no bioma Amazônia. E diminui significativamente essa faixa de amortecimento em outros biomas da Amazônia Legal, como o Cerrado e o Pantanal, igualando-as às demais regiões do país.

Na prática, se implementadas, as mudanças facilitam a instalação de grandes obras e projetos minerários na fronteira e no entorno de todos esses territórios porque a atual exigência de consulta à Funai garante o envolvimento dos povos indígenas e uma avaliação mais criteriosa dos impactos socioambientais dos empreendimentos.



Além disso, ao mudar no anexo duas palavras da portaria vigente – de 'Amazônia Legal' para 'Bioma Amazônia'–, o projeto também reduz drasticamente a área de influência direta das obras no entorno das TIs homologadas que estão em outros biomas da Amazônia Legal. 

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