Após as eleições legislativas realizadas na Venezuela no último domingo (25), Nicolás Maduro contará, mais uma vez, com um Legislativo quase que totalmente chavista, o que facilitará seus planos de reformar a Constituição do país.
No fim de semana, a população foi instada a escolher governadores, deputados estaduais e deputados da Assembleia Nacional. Após o trauma das eleições presidenciais do ano passado, com fraudes evidentes e a confirmação de um novo mandato para Maduro, a apatia tomou conta dos venezuelanos.
O pleito teve baixa participação da população -o órgão oficial fala em 43%, enquanto a líder opositora Maria Corina Machado estima, sem apresentar a fonte dos dados, em 15%.
No início da tarde desta terça-feira (27), o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), controlado pela ditadura, informou que, com 99,88% das urnas apuradas, o chavismo obteve 5.024.475 votos, o que corresponde a 83,4% do total; a Aliança Democrática, 361.769 (6,1%), a Aliança Única da UNTC, liderada por Henrique Capriles, 304.425 (5%); a Força Comunitária, 141.588 (2,4%); outros candidatos independentes, 181.926 (3,1%).
A autoridade eleitoral realizou, em seguida, um ato de proclamação de cargos aos candidatos eleitos pelo distrito da capital, Caracas, e anunciou como a Assembleia Nacional será constituída a partir de 5 de janeiro de 2026.
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