quinta, 23 de abril de 2026
08/01/2026   11:00h - Política Internacional

Após ameaçar Groenlândia, Trump menospreza países europeus na Otan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu as críticas de países membros da Otan sobre suas intenções de anexar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. Trump minimizou a importância da aliança sem a presença norte-americana, alegando que Rússia e China não teriam receio do bloco caso os EUA não o liderassem. O mandatário também se vangloriou de ter forçado os aliados a aumentarem seus investimentos em defesa para 5% do PIB, afirmando que, sem sua gestão, a Rússia já teria dominado toda a Ucrânia. 

 

As ameaças de anexação intensificaram-se após a recente intervenção militar dos EUA na Venezuela, com Trump justificando a medida como essencial para a segurança nacional no Ártico. O argumento central de Washington foca na crescente circulação de navios russos e chineses na região polar, o que exigiria uma presença direta dos Estados Unidos para monitorar e conter tais movimentos. Especialistas apontam que a estratégia visa, primordialmente, o controle das rotas comerciais que se abrem com o derretimento das calotas polares. 

 

Apesar da retórica de Trump, a anexação da Groenlândia é considerada ilegal perante o direito internacional e enfrenta forte resistência de aliados históricos, como Dinamarca, Noruega e Finlândia. Críticos afirmam que a postura expansionista desrespeita a soberania de nações parceiras e fragiliza a estabilidade global em 2026. Enquanto o governo americano defende a soberania estratégica sobre o Ártico para frear a influência da China, o cenário diplomático permanece em alta tensão com o isolamento das posições da Casa Branca frente às normas da ONU.

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