A Justiça da Itália condenou um hospital universitário de Pisa a indenizar em 500 mil euros (cerca de R$ 3,15 milhões) uma mulher que passou quatro anos submetida a quimioterapia agressiva para tratar um câncer que nunca existiu. O caso, revelado pela imprensa local, teve origem em um erro de diagnóstico ocorrido em 2006 e deixou sequelas físicas e psicológicas permanentes na paciente, hoje com 70 anos.
Segundo o jornal Corriere Fiorentino, a mulher recebeu o diagnóstico de linfoma terminal, um câncer grave do sistema linfático, e foi submetida, entre 2007 e 2011, a ciclos intensos de quimioterapia e ao uso prolongado de corticosteroides. O tratamento causou desequilíbrio hormonal, comprometimento do sistema imunológico, além de depressão e ansiedade. Apenas após uma biópsia óssea, em 2011, os médicos constataram que ela nunca teve a doença.
A paciente acionou a Justiça por negligência médica e, inicialmente, recebeu indenização de 300 mil euros, valor posteriormente considerado insuficiente. Em nova decisão, o tribunal elevou a compensação, destacando a “extraordinária angústia e sofrimento” vividos, além dos danos irreversíveis à saúde.
Em entrevista ao Il Tirreno, a mulher afirmou que ainda sofre as consequências do erro. “Meu sistema imunológico foi destruído por terapias erradas, inúteis e prejudiciais”, desabafou.
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