Um novo material resistente, biodegradável e produzido com resíduos agroflorestais pode revolucionar a indústria sustentável na Amazônia. Trata-se de biocompósitos desenvolvidos por meio de uma pesquisa coordenada pela professora doutora Laís Brocco, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Itacoatiara, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Utilizando fibras vegetais como as do abacaxi e do açaí, associadas a fungos capazes de decompor matéria orgânica, a equipe criou placas que podem substituir plásticos em móveis, embalagens e até estruturas mais robustas.
O estudo explorou o uso de fungos lignocelulolíticos como o Pleurotus ostreatus e o Trametes versicolor, que, ao serem cultivados em resíduos como serragem e fibras de frutas, formaram um material leve, resistente e de baixo impacto ambiental. Segundo a pesquisadora, as melhores composições foram obtidas com resíduos fibrosos de abacaxi e açaí, resultando em biocompósitos com maior resistência à umidade e decomposição, características essenciais para aplicações comerciais.
Além de contribuir com a ciência, o projeto reforça o potencial econômico dos resíduos da floresta amazônica. Com apoio da Fapeam, por meio do programa Profix-RH, a pesquisa também fomenta a fixação de mestres e doutores no interior do estado, promovendo inovação de base sustentável.
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