Pauta fundamental para que o país possa enfrentar a desigualdade social e melhorar as contas públicas, a taxação de super-ricos está no radar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste próximo período. Embora, claro, encontre resistência entre os endinheirados, a proposta, além de justa, tem respaldo popular e mostra-se cada vez mais necessária diante da piora da economia do país nos últimos quatro anos.
Problema antigo nunca solucionado devido à interferência da “casta superior”, a taxação desse estrato social nunca andou mesmo estando prevista na Constituição. Agora, o governo busca emplacar ao menos uma modalidade de imposto com esse objetivo.
Se por um lado, o governo poderá enfrentar resistências como esta, por outro, o amplo respaldo popular a esse tipo de medida pode ajudar a “convencer” parlamentares.
De acordo com pesquisa de 2022, realizada pela Oxfam Brasil em parceria com o Datafolha, 85% da população brasileira defende uma maior taxação dos mais ricos para que o Estado tenha a capacidade de financiar serviços públicos de qualidade para quem mais precisa.
Outra pesquisa, feita pelo DataSenado e divulgada no início do ano, vai no mesmo sentido: 62% dos brasileiros concordam com a criação de um imposto específico para os mais ricos do país.
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