Os efeitos de uma tempestade na ilha de Sumatra em novembro do ano passado dizimaram pelo menos 7% da população de orangotangos-de-tapanuli, ameaçada de extinção. O quadro consta de um estudo publicado nesta semana na revista Current Biology.
Pelo menos 58 espécimes de Pongo tapanuliensis, endêmicos de uma área da floresta de Batang Toru, no norte de Sumatra, morreram em decorrência de enchentes e deslizamentos de terra provocados pela chuva, segundo a pesquisa. Estima-se que havia cerca de 800 espécimes na região.
Na mesma ocasião, houve a morte de ao menos 1.200 pessoas e danos em aproximadamente 300 mil casas.
O trabalho não analisou outras partes da floresta, o que significa que o número de mortes de orangotangos pode ter sido maior.
As conclusões foram obtidas a partir da análise de imagens de satélite dos danos na parte oeste de Batang Toru e de registros históricos da população de orangotangos na região. Estima-se que em torno de 8.300 hectares de floresta (mais de 11% da área) foram afetados. Ambientalistas atribuíram a extensão dos danos ao rápido desmatamento da ilha.
De acordo com o estudo, as mudanças climáticas resultantes da ação humana provavelmente aumentaram a intensidade e a frequência de chuvas extremas na região do estreito de Malaca, ameaçando o habitat da espécie.
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