A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, por meio de um despacho publicado nesta semana, a produção de versões manipuladas de Ozempic, Wegovy e Rybelsus, medicamentos indicados para o tratamento de diabetes e obesidade.
Medida só vale para as versões "biotecnológicas" da liraglutida (Victoza, Saxenda) e semaglutida (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) e tirzepatida (Mounjaro). Ou seja, moléculas sintéticas seguem liberadas para a manipulação caso já haja um medicamento registrado no país que utilize este tipo de princípio ativo.
Apesar do veto da Anvisa também valer para uma tirzepatida "biotecnológica", ela não existe no mercado: o Mounjaro é fabricado com molécula sintética que imita o hormônio intestinal GLP-1. Ou seja, sua manipulação não foi proibida, se seguir as normas da agência e da Lei nº 9.279/96, que regulamenta a produção de medicamentos com doses individualizadas a partir de substâncias patenteadas -como é o caso da tirzepatida da farmacêutica Eli Lilly.
Atualmente, não há nenhum medicamento à base de semaglutida sintética registrado no Brasil. Por isso, qualquer manipulação da substância -biotecnológica ou sintética- se torna irregular e ilegal, sem garantia de segurança ou eficácia.
Segundo a Anvisa, até 6 de agosto, havia nove pedidos de registro de medicamentos sintéticos de semaglutida e sete pedidos relacionados à liraglutida, todos aguardando o início da análise.
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