quinta, 23 de abril de 2026
26/07/2025   08:00h - Entrevistas

André Ramos, idealizador da Feira Internacional de Vinhos na Amazônia fala ao ON Jornal sobre as inovações que tem transformado o setor na região

A 6ª edição da Feira Internacional de Vinhos na Amazônia (FIVA) já tem data marcada: será nos dias 21 e 22 de agosto de 2025, no Teatro Manauara, em Manaus.

 

Consolidado como o maior evento de vinhos da região Norte, a feira reúne o melhor da produção nacional e internacional em dois dias de experiências sensoriais, harmonizações e descobertas.

 

Este ano, a FIVA amplia seu alcance e diversidade, com oito vinícolas e importadoras já confirmadas, entre elas nomes consagrados como Casa Perini, Vinícola Garibaldi, Don Guerino e La Pastina, além da Zahil Importadora e da portuguesa Adega Alentejana, referência em rótulos do Velho Mundo. Também participam a Vinícola Basso e a Importadora Costazurra, especializada em vinhos e espumantes importados. Serão de 10 a 14 rótulos disponíveis por produtor ou importador.

 

A proposta é oferecer uma imersão no universo da vitivinicultura em plena floresta tropical, criando conexões entre os sabores do mundo e os ingredientes amazônicos.

 

Para entender as inovações e a visibilidade que o evento traz para a região, o ON Jornal conversou com exclusividade com André Ramos, um dos idealizadores da FIVA, que atua como representante comercial atendendo o mercado de alimentos e bebidas no Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre, além de ser o presidente da ABS - AM Associação Brasileira de Sommelier sessão Amazonas. Confira:

 

 

 

ON Jornal- Quais foram as principais inovações trazidas pela Feira Internacional de Vinhos na Amazônia desde sua primeira edição até agora?

 

André Ramos- Desde sua criação, a Feira Internacional de Vinhos na Amazônia (FIVA) vem se destacando por promover uma imersão sensorial em plena floresta tropical, unindo a sofisticação do mundo dos vinhos com elementos únicos da cultura amazônica. Ao longo das edições, a feira passou de um evento regional para uma vitrine de projeção nacional e internacional. Em 2025, a FIVA traz inovações como a ampliação da curadoria, harmonizações com gastronomia amazônica, participação de restaurantes locais, além da presença de mais vinícolas consagradas e workshops técnicos voltados ao público especializado.

 

ON Jornal- Como a feira tem contribuído para desenvolver e fortalecer o mercado de vinhos na região Norte, que tradicionalmente não é vista como produtora ou grande consumidora?

 

André Ramos- A FIVA tem sido fundamental para a formação de um novo público consumidor em todo o Norte do país. Ao reunir produtores renomados e promover experiências de degustação, harmonização e capacitação, o evento tem ajudado a desmistificar o consumo de vinhos na região, antes considerada periférica nesse mercado. Além disso, o projeto Comprador da FIVA tem papel estratégico: levamos compradores e gerentes dos principais supermercados para os dois dias de evento, proporcionando contato direto com os produtores presentes. Essa iniciativa fomenta negócios, fortalece a cadeia de distribuição e aumenta a oferta de rótulos nacionais e importados nos pontos de venda locais.

 

ON Jornal- Estamos na 6ª edição da Feira. Existem parcerias com vinícolas nacionais ou importadas que foram impulsionadas diretamente por ela? Se sim, quais impactos elas têm gerado para a cadeia local?

 

André Ramos - Sim, a feira tem fortalecido parcerias com vinícolas nacionais como Casa Perini, Vinícola Garibaldi e Don Guerino, além de nomes importados como a portuguesa Adega Alentejana e a importadora Zahil. Em 2025, destacam-se ainda os produtores Cadeado Wines, da Península de Setúbal, e Mateus & Sequeira, responsáveis pela Cadão, da região do Douro, ambos presentes por meio da importadora CD Comercial. Essas conexões têm gerado impactos positivos como maior circulação de rótulos nacionais e importados na região, ampliação da oferta nos mercados locais e fortalecimento da cadeia de consumo e distribuição. A feira também impulsiona oportunidades comerciais duradouras, conectando empresas locais ao cenário vitivinícola nacional e global.

 

ON Jornal- De que forma a feira tem dialogado com a sustentabilidade e com a valorização dos produtos e saberes amazônicos? Há iniciativas que integrem vinho com a cultura local?

 

André Ramos- A FIVA se destaca por integrar elementos da cultura e da gastronomia amazônica às experiências oferecidas. Um dos pontos altos da edição de 2025 é a valorização da harmonização entre vinhos nacionais e importados com ingredientes amazônicos, promovida por meio da participação de chefs e restaurantes regionais. Muitos produtores também aproveitam a feira para divulgar e ensinar sobre como seus vinhos podem ser combinados com a culinária da floresta, promovendo uma ponte entre o enoturismo e a valorização da biodiversidade amazônica. Essa abordagem contribui para a sustentabilidade cultural e econômica da região, ampliando o protagonismo dos saberes locais no mercado vitivinícola.

 

ON Jornal- Quais são os principais desafios enfrentados para consolidar a região Norte como um polo estratégico no mercado de vinhos no Brasil?

 

André Ramos- Entre os principais desafios estão a logística para distribuição de vinhos na região, o clima úmido que inviabiliza a produção e cultura de consumo tradicional da bebida, e a necessidade de formação de um público mais especializado. No entanto, eventos como a FIVA têm contribuído para superar essas barreiras ao educar o consumidor, atrair investimentos e gerar visibilidade para o potencial da região como um importante ponto de consumo e circulação no mercado vitivinícola.

 

ON Jornal- Quais são os objetivos futuros da Feira Internacional de Vinhos na Amazônia? Podemos esperar expansão, novas edições em outras cidades ou até a introdução de vinhos amazônicos próprios?

 

André Ramos- A organização da FIVA sinaliza um movimento de constante crescimento e inovação. O vinho é uma bebida alcoólica elaborada exclusivamente a partir da fermentação do sumo, ou mosto, da uva. Não existe vinho elaborado de outra fruta, a nao ser uva. Qualquer produto produzido por outra fruta como por ex Açai, Cupuaçu deverão ser chamados de Fermentado. No Brasil, por exemplo, a Lei nº 7.678, de 8 de Novembro de 1988, define que: “É considerado vinho a bebida obtida pela fermentação alcoólica de mosto de uva sã, fresca e madura, sendo proibida a aplicação do termo a produtos obtidos a partir de outras matérias-primas.”

 

A programação completa será divulgada em breve, mas os ingressos já estão disponíveis. O 1º lote para participantes tem o valor de R$ 165/dia. E vendas físicas podem ser feitas nos stands da Oba Ingresso no Teatro Manauara e Millennium Shopping e vendas online pelo site BaladaApp. Mais informações pelo (92) 98100-0470 ou 99175-4893. O Teatro Manauara fica no Manauara Shopping, localizada na Av. Mário Ypiranga, 1300, LSL04, Adrianópolis. 

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