E as “fakenews” chegaram também a tecnologia das Inteligências Artificiais (IA). De acordo com o relatório da Graphika, empresa de pesquisa nos EUA, um veículo informativo chamado “Wolf News” tem disseminado nas redes sociais conteúdos “jornalísticos” falsos, criticando os Estados Unidos pela leniência diante da violência armada no país.
Segundo a Graphika, os apresentadores deste jornal na verdade não são humanos, e sim projeções feitas por uma IA. No vídeo, ambos falam em inglês, e a técnica é conhecida como “deepfake“, um formato “jornalístico” cheio de falhas técnicas e como imagens pixelizadas. A Graphika afirma que o intuito dos vídeos falsos é auxiliar o governo chinês na sua propaganda pró-China.
Estes avatares digitais tem promovido os interesses do Partido Comunista Chinês (PCC). “À primeira vista, os âncoras do Wolf News se apresentam como pessoas reais. Nossa hipótese inicial era que eles eram atores pagos que foram recrutados para aparecer nos vídeos”, afirmou a Graphika. Se assistido com atenção, os vídeos facilmente entregam suas imperfeições. Fala robóticas, falta de sincronia com os movimentos dos lábios, vários erros gramaticais mostram que tudo não passa do método chamado “deepfake”.
A Graphika disse que descobriu os deepfakes enquanto rastreava operações de desinformação pró-China conhecidas como “spamouflage”. O governo chinês não fez comentários sobre o relatório da Graphika.
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