A baixa ingestão de água pelos gatos domésticos é um comportamento herdado de seus ancestrais que viviam em desertos e regiões áridas. Para sobreviver nessas condições, a espécie evoluiu com a capacidade de concentrar a urina e extrair hidratação diretamente de suas presas. Esse traço biológico permanece nos pets atuais, fazendo com que muitos gatos não sintam o estímulo natural de beber água, mesmo quando ela está disponível.
Essa característica, porém, acende um alerta para a saúde urinária, já que a urina concentrada favorece a formação de cristais, cálculos e obstruções graves. Médicos-veterinários explicam que a falta de diluição da urina altera o pH do trato urinário, o que pode resultar em quadros de dor intensa e cistites frequentes. Por isso, estratégias de manejo são essenciais para garantir que o animal se mantenha hidratado.
Para estimular o consumo hídrico, especialistas recomendam o uso de fontes de água corrente e a inclusão de alimentos úmidos (sachês) na dieta diária, que possuem alto teor de água. Além disso, manter múltiplos bebedouros limpos e em locais tranquilos, longe das caixas de areia, ajuda a tornar o hábito de beber água mais atraente e menos estressante para os felinos, prevenindo doenças a longo prazo.
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