A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), decidiu alterar a destinação da faixa de 6 GHz, que desde 2020 era exclusiva para Wi-Fi, dividindo aproximadamente 60% do espectro para a telefonia móvel a partir de 2026. A mudança, justificada pela Anatel devido ao baixo investimento dos provedores em redes Wi-Fi, segue a tendência de países como China e União Europeia, que planejam usar a faixa tanto para Wi-Fi quanto para redes móveis, visando o 6G.
Nos Estados Unidos, a faixa continua sendo exclusiva para Wi-Fi, e empresas como a Meta defendem essa abordagem para atender à crescente demanda por transferências de dados de alta capacidade. O modelo americano tem influenciado outros países, com a argumentação de que essa estrutura é crucial para as necessidades tecnológicas do futuro.
A alteração gerou resistência, especialmente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), que acredita que a mudança prejudica a inclusão digital no Brasil. A entidade argumenta que a rede sem fio é fundamental para o acesso à internet, especialmente para a população de baixa renda, e já protocolou um pedido de anulação da decisão, que será analisado pela Anatel.
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