Um levantamento feito por organizações indígenas dos nove países da Amazônia identificou 567 blocos de petróleo e gás e 114 mil pedidos de mineração na bacia do rio Amazonas, que nasce nos Andes peruano e corta o continente até desaguar no litoral paraense
Áreas de exploração de petróleo e gás afetam mais de 320 mil km² de terras indígenas na bacia amazônica, região que compreende áreas florestais de nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
Ao todo, 567 blocos de extração de petróleo e gás impactam direta ou indiretamente uma área indígena equivalente ao estado do Maranhão.
Esse é o resultado de um levantamento feito pela equipe de monitoramento territorial da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), em parceria com a Coica (Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, que reúne instituições dos nove países amazônicos), publicado na quarta-feira (19) em primeira mão pela Repórter Brasil.
A análise identificou também cerca de 114 mil pedidos de mineração ativos na bacia panamazônica, que impactam mais de 2.500 terras indígenas no continente.
O estudo considera como territórios diretamente impactados aqueles sobrepostos por atividades de mineração, petróleo e gás, ou localizados em um raio de até 30 km das atividades — distância na qual os efeitos ambientais e sociais costumam se manifestar de forma imediata, de acordo com as organizações.
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