A Amazônia enfrenta uma ameaça sem precedentes com a divulgação de um estudo que aponta para uma perda de até metade da vazão dos seus rios nos próximos anos. Impulsionado pela combinação entre desmatamento e aquecimento global, este cenário compromete o ciclo dos “rios voadores”, essenciais para o regime de chuvas não só na região, mas em todo o continente sul-americano.
A redução drástica do volume de água impacta diretamente a logística e a economia, dificultando a navegação em rios fundamentais como o Madeira e o Solimões, o que encarece o transporte de mercadorias. Além disso, a crise hídrica atinge a segurança energética do Brasil, reduzindo a capacidade de geração de grandes hidroelétricas e forçando o uso de termelétricas mais caras e poluentes.
Especialistas alertam que a bacia amazónica está a aproximar-se de um ponto de não retorno, exigindo medidas urgentes de preservação e reflorestamento para evitar um colapso ecossistémico. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas de adaptação climática para proteger as populações ribeirinhas e garantir a sobrevivência da maior reserva de biodiversidade do planeta.
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