Um levantamento da Rede de Informação Socioambiental Georreferenciada da Amazônia (Raisg) revelou que o bioma perdeu 500 mil km² de floresta entre 1985 e 2021. O estudo aponta que áreas antes preservadas foram convertidas em pastagens, lavouras e áreas urbanas, totalizando uma perda de quase 15% de toda a cobertura vegetal original da região em 37 anos.
Especialistas alertam que a destruição está aproximando a Amazônia do “ponto de não retorno”, momento em que a floresta perde a capacidade de se regenerar e de cumprir seu papel essencial na regulação climática e produção de chuvas. No Brasil, que abriga 62% do bioma, o ritmo de devastação é o mais acelerado, apresentando um crescimento de 19% no período analisado.
Além do desmatamento para agropecuária, o relatório destaca que a atividade de extração de minério saltou mais de 1.000% nessas quase quatro décadas. Para os pesquisadores, os dados reforçam a urgência de soluções de desenvolvimento que não dependam da destruição da floresta, uma vez que a degradação ambiental não tem revertido em benefícios econômicos reais para as comunidades locais.
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