Numa área de pesquisa a cerca de 70 quilômetros em linha reta ao norte de Manaus, o programa experimental de grande porte que mede os impactos da mudança climática na floresta Amazônica dá um passo decisivo na construção da sua infraestrutura. As bases de concreto ganham forma no chão da floresta para receber torres de alumínio autoportantes e guindastes no modelo grua.
O equipamento para içar e mover objetos dará acesso ilimitado dos cientistas ao topo das árvores em seu estado natural, abrindo outras possibilidades de pesquisa sobre os ciclos de carbono. Hoje o uso de gruas permanentes para estudos no dossel de florestas tropicais é utilizado apenas no Panamá.
O sítio experimental do AmazonFACE fica localizado no Km 34 da estrada ZF-02, à esquerda da BR-174 (Manaus-Boa Vista), na altura do Km 934 (antigo Km 50). O AmazonFACE é um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em cooperação internacional com o governo britânico. O experimento busca entender uma das maiores incertezas que se tem na ciência climática: como a maior floresta tropical do mundo irá se comportar no futuro com o aumento das emissões de gás carbônico, num mundo mais quente, mais seco e com redução de chuvas?
O pesquisador do Inpa, Carlos Alberto Quesada, e o pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri / Unicamp), David Lapola, coordenam o AmazonFACE e acreditam que o momento é um marco para o complexo programa que teve início em 2014.
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