Com a proximidade do 58º Festival de Parintins, a Amazonastur intensifica a campanha “Turismo sem Penas”, iniciativa que orienta visitantes sobre os riscos de adquirir artesanato com partes de animais silvestres. A ação segue as diretrizes da campanha nacional “Não tire as penas da vida”, do Ibama, e busca conscientizar turistas e coibir o comércio ilegal de itens como cocares, colares e tiaras feitos com penas, garras ou peles de animais da fauna amazônica.
A vice-presidente da Amazonastur, Laena Porto, destacou que preservar a fauna é também valorizar a cultura local e garantir uma experiência turística responsável. Já o secretário da Setemp, Henry Vieira, explicou que o governo atua preventivamente junto aos artesãos, oferecendo apoio técnico para assegurar que os produtos comercializados estejam livres de materiais proibidos. A legislação brasileira considera crime ambiental o uso ou venda de peças com partes de animais silvestres, com penas que podem chegar a um ano de detenção e multa de até R$ 5 mil.
Além da fiscalização, o festival também será espaço para a valorização do artesanato sustentável. A artesã Kátia Souza, do Shopping do Artesanato, exemplifica esse cuidado ao utilizar sementes, corantes naturais e técnicas tradicionais em suas biojoias. A Amazonastur reforça que o Festival de Parintins, um dos maiores eventos culturais do Brasil, deve ser celebrado com consciência ambiental, incentivando o respeito à biodiversidade e o turismo sustentável.
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