O Amazonas registrou queda na taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), o índice passou de 4,8% em 2024 para 4,3% em 2025. No mesmo período, o Brasil também alcançou o menor percentual da série histórica, com 4,9%.
Para ampliar o acesso à educação de jovens e adultos, o MEC mantém ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA). Uma das iniciativas é o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma criada para facilitar o retorno aos estudos de pessoas que não concluíram a educação básica na idade regular. Pessoas com 15 anos ou mais podem buscar vagas para o Ensino Fundamental, enquanto a idade mínima para o Ensino Médio é de 18 anos.
No Amazonas, dados de 2025 apontam a existência de 1.330 escolas públicas e privadas com matrículas na Educação de Jovens e Adultos, sendo 1.315 da rede pública. Ao todo, foram registradas 56.831 matrículas na modalidade, das quais 54.986 estavam na rede pública. Pela plataforma CadEJA, quem deseja voltar a estudar pode selecionar a opção “Quero voltar a estudar”, preencher as informações solicitadas e aguardar o contato de um operador responsável pelo encaminhamento para uma oportunidade de matrícula.
Além do CadEJA, o Pacto EJA prevê ações de formação continuada para profissionais que atuam na modalidade por meio do Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA). A política também busca ampliar a oferta de vagas, elevar a escolaridade da população e integrar a EJA à educação profissional. O objetivo do MEC é reduzir ainda mais o analfabetismo e facilitar o acesso à educação para pessoas que precisaram interromper os estudos.
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