A disparada do dólar, que alcançou R$ 6,27 na última semana, deve gerar uma onda de aumentos nos preços de passagens aéreas, alimentos e combustíveis. A instabilidade cambial reflete o descontentamento do mercado com o pacote de corte de gastos anunciado pelo governo, que prevê reduzir R$ 327 bilhões até 2030.
O setor de viagens e turismo já sente os efeitos, com passagens internacionais registrando aumento imediato. Segundo a Associação Brasileira de Viagens (Abav), a alta do dólar também pressiona os custos operacionais das companhias aéreas. Nos supermercados, produtos como pães, carnes e itens básicos derivados do trigo devem sofrer reajustes.
A valorização da moeda norte-americana estimula as exportações, reduzindo a oferta interna e aumentando os preços para os consumidores, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O cenário ainda é agravado pela elevação da taxa Selic para 12,25%, com projeção de aumento a 14,25% até março. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), essa política monetária, aliada à alta do dólar, compromete a competitividade do setor produtivo, especialmente da indústria de transformação, que depende de insumos importados.
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