As empresas brasileiras estão recomprando ações na maior velocidade em quase duas décadas, à medida que as altas taxas de juros afundam as perspectivas para as ações na maior economia da América Latina.
As empresas listadas no índice de referência Ibovespa anunciaram pelo menos 54 recompras de ações este ano, quase o dobro da quantidade vista em cada um dos dois anos anteriores e o maior número desde 2008, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
A operadora da bolsa B3 (B3SA3), o banco Banco BTG Pactual (BPAC11), o conglomerado de açúcar Cosan (CSAN3) e a gigante de cerveja Ambev (ABEV3) estão entre as empresas que anunciaram recentemente que estavam adquirindo ações no mercado.
Um cenário desafiador para as ações, em meio ao aumento das taxas de juros e crescentes dúvidas sobre as perspectivas para o crescente déficit orçamentário do Brasil, pesou sobre os papéis locais, que estão sendo negociados com um desconto de cerca de 20% em relação aos níveis históricos. O Ibovespa caiu quase 10% no acumulado do ano, uma das piores performances entre os principais índices globais.
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