Desde 1979, o universo de Alien nos convida a especular. Se o clássico de Ridley Scott é seu primeiro contato com este mundo repleto de Xenomorfos, o mistério de onde vieram os ovos alienígenas e de quem estava pilotando aquela nave é implantado em sua cabeça da mesma forma que aconteceu com os tripulantes da Nostromo. De lá pra cá, alguns dos melhores e piores momentos dessa franquia vieram na busca por responder essas perguntas – e todas elas na mão de Scott. Mas resolver interrogações nem sempre expandem o horizonte. Às vezes, essa prática de matar o desconhecido, tem o efeito inverso. Por isso, quando eu digo que Alien: Earth expande Alien, não quero dizer que a série preenche os vazios previamente estabelecidos. Essa série quer abrir novos espaços.
É uma missão que sem dúvidas frustrará fãs que estão em busca de coerência acima de tudo, afinal de contas, essa é uma história situada antes do filme de 1979, e do suposto primeiro contato com o Oitavo Passageiro, e uma história que coloca humanos (e mais de um tipo de sintético) face-a-face com um Xenomorfo anos antes de Ripley ejetar o Big Chap para o vácuo do espaço. Em outras palavras, é possível questionar se um encontro anterior ao do longa original não diminui, de alguma forma, o impacto daquele primeiro momento.
Na nossa cronologia, Alien: Earth vem depois de sete filmes (nove, se contarmos Alien vs. Predador), inúmeros videogames, incontáveis quadrinhos e diversos livros. Por isso, qualquer prejuízo que a série possa causar na ficção é neutralizado pelo quão elétrica é sua imaginação dos cantos nunca explorados destes cosmos. No caso, a Terra.
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