Monday, 08 de June de 2026
03/01/2024   17:30h - Mundo

Aliados dos EUA hesitam em participar de força-tarefa contra Houthis no Mar Vermelho

O presidente dos EUA, Joe Biden, buscava uma resposta vigorosa da comunidade internacional aos ataques Houthi do Iêmen a embarcações civis no Mar Vermelho. Para isso, lançou uma nova força marítima, a Operação Guardião da Prosperidade, uma coalizão militar para enfrentar a ameaça. Só que, uma semana após o seu lançamento, muitos aliados demonstram relutância em associar-se publicamente ou mesmo participar integralmente do esforço, segundo a agência Reuters.

 

Dois aliados europeus, Itália e Espanha, listados como parceiros para a Operação, emitiram declarações que sinalizam uma distância estratégica da força marítima. A ambiguidade dessas manifestações levanta questionamentos sobre a coalizão proposta pelo Pentágono.

 

O Pentágono enfatiza que a força é uma aliança defensiva, formada por mais de 20 nações, e tem como objetivo garantir o fluxo livre de comércio estimado em bilhões de dólares através de um ponto estratégico nas águas do Mar Vermelho, ao largo do Iêmen.

 

Embora os EUA aleguem que 20 países participam da força-tarefa marítima, apenas 12 foram divulgados. O major-general Patrick Ryder afirmou que permitirá que outros países anunciem sua participação. A União Europeia (UE) expressou apoio à iniciativa, condenando os ataques Houthi. Apesar do apoio público de alguns países, outros citados no anúncio de Washington esclareceram que não estão diretamente envolvidos.

 

Recentemente, os rebeldes xiitas lançaram mísseis balísticos que atingiram três navios no Mar Vermelho. Em resposta ao pedido de socorro, um navio de guerra dos EUA derrubou três drones, conforme informado pelos militares norte-americanos. O grupo iemenita reivindicou a responsabilidade por dois dos ataques.

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