Cientistas da Universidade do Texas (Estados Unidos) revelaram em estudo publicado originalmente na revista Evolution, que espécies de dinossauros exibiam diferentes colorações em partes do corpo para atrair parceiros sexuais. O mecanismo adaptativo é similar ao encontrado em pássaros como pavões, pombos e galos.
A conclusão compartilhada pelos pesquisadores teve como base análises do corpo de parentes vivos de dinossauros — incluindo tartarugas, crocodilos e mais de quatro mil espécies de pássaros —, além de um antigo arcossauro que viveu perto do início do período Triássico, entre 252 e 201 milhões de anos atrás.
De acordo com as observações, um ancestral comum desses grupos tinha 50% de probabilidade de apresentar uma coloração brilhantes nos tecidos moles da pele, bicos e escamas, enquanto tinha 0% de chance de apresentar tons vivos em garras e penas.
As reconstruções filogenéticas — método científico usado para investigar a evolução das espécies — determinaram que as cores brilhantes eram derivadas, na maior parte, de pigmentos carotenoides, com maior incidência das cores vermelha, laranja e amarela.
Normalmente extraídas a partir da dieta alimentar baseada em fontes vegetais e carnívoras, o hábito fazia com que espécimes que mantivessem a substância em suas rotinas fossem mais propensos a desenvolver coloração.
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